Você já ouviu falar em ketamina? Talvez, se você trabalha ou já trabalhou com animais é provável que sim.

A ketamina ou cetanima, vendida sob a denominação comercial Ketalar, por exemplo, é uma medicação utilizada principalmente para induzir e manter a anestesia. Normalmente é usada em animais como anestésico na forma de pó ou líquido.

A ketamina já chegou a ser usada em humanos, mas deixou de ser indicada pois a maioria das pessoas que recebiam a ketamina relatava ter pesadelos intensos, muitos causando, inclusive, traumas psicológicos.

Até aí, tudo bem. Uma droga regulamentada pelos órgãos federais e que só pode ser usada em casos especiais devido aos seus fortes efeitos colaterais.

Mas o problema é que, logo após a sua criação (1962), a ketamina passou a ser usada em festas, na década de 1970.

Ela pode ser comparada ao ecstasy, os públicos de ambas as drogas geralmente são os mesmos.

A droga é produzida na forma líquida, sendo armazenada em ampolas, mas pode ser encontrada na forma de pó branco ou em pílulas.

Diogo Lara, professor de psiquiatria e biociências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) disse em entrevista ao G1 que o uso prolongado da substância pode atrofiar o cérebro.

“O uso pontual causa estas alterações de percepção e claro que se a pessoa for dirigir e nas suas relações podem estar afetadas por isso. Mas o uso prolongado, o uso crônico, pode afetar o cérebro, tem vários estudos mostrando alterações de cérebro no sentido de atrofia do cérebro, ele fica menor, mais encolhido”, explica.

Mais detalhes sobre os efeitos da Ketamina

efeitos da ketamina

Falando um pouco mais sobre os efeitos da ketamina, a droga produz efeito hipnótico, euforia, e efeitos desde a sensação de êxtase até paranoia e/ou estado de tédio. Produz alucinações e prejudica a percepção.

Normalmente, a ketamina produz um efeito de exteriorização, isto é, dá a sensação ao usuário de estar saindo do próprio corpo, é como se estivesse separando a mente do corpo ou ainda, permite sentir a sensação de estar perto da morte. É molecularmente semelhante ao PCP e produz alguns efeitos parecidos.

Pode produzir dormência, perda de coordenação motora, sensação de invulnerabilidade, rigidez muscular, agressividade, comportamento violento, fala arrastada, exagerada sensação de força e olhar fixo ao vazio. Seu uso pode acarretar em depressão respiratória mas não do Sistema Nervoso Central.

Como se trata de um anestésico, impede o usuário de sentir dor fazendo com que o indivíduo cause danos físicos a si próprio. Dá a sensação de intensificar as cores e os sons.

Os efeitos da ketamina são normalmente mais intensos na primeira hora mas podem durar até seis horas ou, de 24 a 48 horas podem ser necessárias para que o usuário se sinta completamente normal novamente.

Prejudica a memória de curto prazo, seu uso crônico pode fazer com que meses sejam necessários para que seja eliminada do corpo.

Baixas dosagens podem produzir efeitos psicodélicos rapidamente.

Doses altas podem produzir vômitos, convulsões, podem privar o cérebro e os músculos de oxigênio.

Uma grama da substância pode causar a morte. Os chamados “flashbacks” podem ocorrer até um ano após sua utilização.

Assim como qualquer outra droga ilícita, a ketamina também deve ser evitada, principalmente para fins recreativos, por tudo que falamos aqui.

Se você precisa de ajuda para vencer a dependência química, entre em contato conosco. Faremos o possível para ajudar!