Neste artigo iremos falar sobre os efeitos da maconha no organismo. A maconha é uma droga produzida a partir da planta da espécie Cannabis sativa. A substância psicoativa presente na maconha e no haxixe é o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC). O THC pode ser consumido através do fumo, da inalação, por via oral ou até intravenoso. A biodisponibilidade do THC quando fumado é de cerca de 20%, ou seja, se cada cigarro de maconha possui algo em torno de 30 mg de THC, apenas algo em torno de 6 mg serão absorvidos.

Ao contrário do que algumas pessoas dizem, a maconha pode causar dependência, sim. Cerca de 30% das pessoas que experimentam a droga tornam-se usuários regulares e 10% criam dependência. Portanto, 1 em 10 cada usuários se tornará dependente, uma taxa semelhante ao que ocorre com o álcool, mas bem menor do que com o cigarro.

Usuários pesados podem apresentar síndrome de abstinência quando interrompem o seu uso crônico. Os sintomas podem durar semanas e incluem insônia, depressão, náuseas, agressividade, anorexia e tremores.

A maconha apresenta cerca de 60 derivados canabinóides diferentes sendo o tetrahidrocanabinol (THC) a substância mais psicoativa.

Ao longo dos últimos 50 anos as concentrações de THC na maconha vêm aumentando progressivamente, saindo de cerca de 5% na década de 1960 para até 15% nos dias de hoje.

O que justifica uma maior taxa de pacientes dependentes atualmente, apesar do pico de consumo ter ocorrido no final da década de 70, época em que mais 60% dos jovens admitiram usar a droga.

Também há forte relação entre o uso de maconha e uma maior chance de consumo de outras drogas. Um trabalho realizado na Alemanha em 2001 com jovens entre 14 e 24 anos consumidores regulares de maconha evidenciou que os mesmos também consumiam outras drogas.

Tipos de efeitos da maconha no organismo

Tipos de efeitos da maconha no organismo

A maconha é uma das drogas que causam intoxicação mais branda, não havendo relatos de mortes induzidas unicamente pelo seu consumo. Porém, é muito comum encontrar níveis de THC sanguíneos naqueles que chegam aos hospitais com overdose por outras drogas.

Logo após o seu consumo, surge a sensação de estar “alto”, com euforia, sensação de prazer, diminuição da ansiedade, relaxamento e aumento da sociabilidade.

Porém, em pessoas que a usam pela primeira vez ou naquelas com predisposição para distúrbios psiquiátricos, como ansiedade e depressão, os sintomas podem não ser tão prazerosos, ocorrendo ataques de pânicos, profunda sensação de tristeza, crises de ansiedade e isolamento do grupo.

Outros sinais psicológicos que podem ocorrer durante a intoxicação são:

  • Distorções do tempo.

  • Perda da memória recente.

  • Diminuição da atenção e concentração.

  • Paranoia.

  • Pensamentos míticos.

  • Sentimento de grandiosidade.

  • Despersonalização.

Além dos efeitos psicológicos, o consumo de maconha também desencadeia uma série de efeitos físicos que incluem:

  • Taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos).

  • Aumento da pressão arterial (em doses muito elevadas pode causar queda da pressão).

  • Aumento da frequência respiratória.

  • Hiperemia conjuntival (olhos vermelhos).

  • Boca seca.

  • Aumento do apetite.

  • Letargia e redução dos reflexos.

Estes são apenas alguns exemplos de efeitos da maconha no organismo. Além deles, o uso da droga também pode causar alterações na pressão arterial e no coração. Além de afetar também o sistema respiratório. O consumo de 3 cigarros de maconha parece equivaler ao de 20 cigarros comuns.

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