Existe uma discussão polêmica sobre o uso e legalização da maconha. Alguns afirmam que a planta faz bem e outros discordam falando que ela faz mal. A verdade é que, de certa forma, os dois lados estão certos. Existe uma substância na maconha, o THC, que representa o lado ruim. Neste artigo vamos falar sobre como o THC pode levar a dependência química e também assuntos relacionados. Tenha uma boa leitura!

Por conter substâncias que atuam no Sistema Nervoso Central, a maconha tem um grande potencial para o bem e para o mal. É por isso que acabamos de dizer que tanto pessoas que falam que a planta faz mal, quanto aqueles que falam que faz bem estão certos.

Ainda não ficou claro, não é mesmo? Pois iremos explicar logo a seguir:

A maconha é composta de diversos tipos de canabinoides – os mais conhecidos são o Tetrahidrocanabinol (THC) e o Canabidiol (CBD).

O THC se destaca para o mal: é responsável pelos efeitos psicoativos e neurotóxicos.

Já o CBD funciona para o bem: possui diversas possibilidades terapêuticas e até efeitos protetores contra os danos do próprio THC, incluindo efeitos antipsicóticos.

O problema é que os efeitos benéficos do CBD não compensam os maléficos do THC quando a maconha é fumada.

Além disso, nas últimas décadas, tem se observado aumento nos níveis de THC e diminuição nos níveis de CBD nas variedades de maconha consumidas.

Entenda quais as consequências e como o THC pode levar a dependência química

Entenda quais as consequências e como o THC pode levar a dependência química

As consequências são desastrosas para os usuários, principalmente na esfera mental.

Especificamente, usuários de variedades ricas em THC e pobres em CBD estão sob risco maior de quadros psicóticos, de diminuição volumétrica de áreas cerebrais responsáveis pela memória, planejamento e execução de tarefas e de diversos tipos de prejuízos cognitivos.

Já o modo pelo qual o CBD protege os neurônios da degeneração induzida por THC permanece incerto, mas esse potencial tem despertado interesse em estudar o CBD para tratamento de várias doenças.

Sobre o THC, acumulam-se evidências de que é o responsável não apenas pela dependência, mas por todos aqueles diversos outros efeitos maléficos.

Um estudo de revisão publicado em abril de 2016 na Biological Psychiatry, uma das mais conceituadas revistas de Psiquiatria, ressaltou as principais alterações cerebrais encontradas em estudos com usuários de longo prazo de maconha.

A maioria deles iniciou o uso entre 15 e 17 anos de idade, por períodos que variam entre 2 e 23 anos.

As áreas cerebrais mais afetadas são aquelas também com maior densidade de receptores canabinóides CB1: ocorrem diminuições volumétricas e de densidade de matéria cinzenta no hipocampo (associado à memória), nas amígdalas, no estriado (região cerebral ligada ao sistema motor e comportamento), no córtex orbitofrontal, no córtex insular e no cerebelo.

São regiões cerebrais relacionadas à memória, à emoção, à tomada de decisão e ao equilíbrio motor.

Pode-se concluir que não é possível fumar maconha para obter os efeitos benéficos do CBD. É preciso separá-lo do THC. Exatamente por isso que a maconha não deve ser considerada remédio. O potencial efeito terapêutico está apenas no CBD. E não na planta em si.

Para tratar a dependência química, entre em contato com o Ache Clínica de Recuperação. Nós estamos prontos para te ajudar!